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01/02/2011

O Verdadeiro Papel das ONGs



Para que se possa melhor compreender o papel que as ONGs exercem, faz-se necessário analisar o trabalho de ONGs nacionais e internacionais que atuam fortemente no Congresso e entre os formadores de opinião e nas atuações em todo Brasil. Apesar de sua aura de politicamente corretos, representam interesses concretos, mormente de países do Primeiro Mundo que competem com o Brasil e gostariam de ter maior ingerência em nossos assuntos. Agricultura, pecuária, agronegócio e energia ficariam com eles, enquanto nós deveríamos cuidar de nossas florestas. Se a posição deles prevalecer o País se tornará um grande museu ambiental, um zoológico de luxo, enquanto eles se dedicarão às atividades produtivas. Economias de mercado protegidas para eles e atraso para nós. Durante o inverno rigoroso de seus países estes aparecem para descansar e curtir o paraíso.(Assim diz o professor de filosofia na UFRGS,Denis Rosenfield).

As nações do primeiro mundo não admitem o desempenho do Brasil que em muito pouco tempo deu um salto elevando um país em desenvolvimento para o patamar da quinta maior economia do planeta já em 2014. Mas para que todos e os projetos dêem certo o país precisa passar por transformações de políticas públicas e de obras de infraestrutura de grande relevância: Estradas de Ferro, Portos e aeroportos, sem os quais é impossível escoar toda produção em tempo hábil e com uma margem econômica compensatória. E é com o papel de “jesuíta ambiental” que a grande maioria das ONGs se infiltraram em nosso meio se aproveitando da nossa democracia, da receptividade tupiniquim que chega a ser quase ingênua para fazer de uma boa parte dos jovens simples marionetes ambientais. Quem já ouviu falar em manifestações de ONGs no Irã, Iraque? Quem já ouvia falar de ONGs no semi-árido nordestino ou nos rincões da África? Claro que eles se concentram onde há possibilidades de obter vantagens, vejam o exemplo da Amazônia e da Mata Atlântica que são cobiçadas pelo mundo, quantas ONGs existem! . As principais ONGs recebem gordas verbas dos países que se sentem ameaçados em sua hegemonia econômica para impedir os projetos de desenvolvimento dos países da América e África, numa espécie de “espionagem branca”, a exemplo do que sempre foi feita na região cafeeira e cacaueira do Brasil com a “Previsão de Safra”,com estes dados em mãos as grandes commodities moageiras estabelecem os preços do mercado ficando sob o controle deles. No entanto nenhuma das ONGs admite receber dinheiro de empresas ou nações, porque há sempre um bom samaritano repassando!.

Apoiadores

Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas, ONGs, Institutos e fundações, Movimentos Indígenas e quilombolas, Associações. Disfarçado de bons samaritanos constroem facilidades para criar dificuldades, lavam dinheiro obtido de doações dos empresários estrangeiros na compram terras, financiam a catequese de jovens para abraçar suas causas como verdadeiras e corrompem a estrutura representativa de parte da sociedade local com gordos soldos.

Posicionam-se contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar e a produção de etanol, as florestas de eucaliptos e a cultura da soja, a construção de Barragens, Transposição do São Francisco, construção de Ferrovias, Portos, Aeroportos.

As ONGs, atuam como verdadeiros lobbies, fazendo valer seus interesses. Seria interessante que fosse aprovada uma lei de regulamentação da atuação de lobbies, em que algumas condições básicas seriam estabelecidas:

1) Quem são seus dirigentes? 2) Quem são seus apoiadores e financiadores? 3) Quais são os seus respectivos orçamentos? 4) Quanto ganham seus executivos e operadores? Trata-se de uma questão básica de transparência, para além do palavreado de defesa da "humanidade".

São respostas difíceis de obter: Primeiro seus dirigentes estão em outra esfera de poder, um sombra que não pode aparecer, pois se trata de interesses de nações; Segundo os seus apoiadores e financiadores usam laranjas como fachadas para bancar; terceiro não há um controle de seus orçamentos, muito menos da necessidade de se prestar contas, observem o nível de vida dos seus principais dirigentes e seus familiares; quarto, Você sabe quanto ganha seus executivos?, é de deixar qualquer deputado com inveja; e Quinto,muitas dessas verbas, quando se trata de ONGs nacionais, são fundos perdidos que poderiam estar servindo a uma classe mais necessitada, quando não são dotações governamentais repassadas via prefeituras. Veja o exemplo da Floresta Viva no portal transparência, o valor repassado via Prefeitura de Uruçuca que é só uma das fontes.

Aliás, de acordo com o professor Rosenfield,se referindo as ONGs estrangeiras, a "humanidade" deles é bastante curiosa, pois o que vale para nós não vale para eles. Em nosso Código Florestal atual existe a "reserva legal", pela qual toda terra cultivável deve preservar, de florestas e biomas nativos, no Sul, 20% da área; no Cerrado, 35%; e na Amazônica, 80%. Ora, esse instituto não existe nos EUA e na Europa. Eles não são obrigados a preservar nada, poluem o planeta com seu estilo de vida e exigem que nosso país seja preservacionista. Os países de Primeiro Mundo devastaram praticamente todas as suas florestas nativas.

Vejamos alguns desses movimentos e ONGs.

O Greenpeace, ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização dos recursos coletados para seus dirigentes, é contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, os transgênicos, a pecuária na Amazônia, do Terminal Porto Sul e agora contra o Pré-Sal, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos. O maior exemplo foi o desastre no golfo do México, o Greenpeace só apareceu por lá depois de três meses.

O WWF Brasil, ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores, contando com grande equipe. Sua atuação no Brasil, além de militar contra a revisão do Código Florestal, situa-se nas áreas de infraestrutura e agricultura. É contra a construção do Terminal Portuário de Morrinhos (MT), do Terminal Portuário da Bamin e Porto Sul (BA) e a soja produzida no País.

O Instituto Socioambiental (ISA), ONG ambientalista e indigenista, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a construção de hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte. Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos "povos da floresta". Dentre eles, além de empresas e fundações, temos governos estrangeiros.

A Conservation International tem vasta atuação internacional, está presente no Peru, no Equador, na Selva Lacandona (México), centro operacional dos "zapatistas". No Brasil, posiciona-se contra a revisão do Código Florestal e a agricultura em Minas Gerais e na Bahia, por meio da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. É contra a construção do Terminal Portuário da Bamin, do Porto Sul (BA) e do traçado final da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais, de fundações e governos estrangeiros.Há um grande lobby das grandes empresas que também exploram minérios que não deseja a Bamin na área, muitas das reações são direcionadas à Bamin e não ao complexo

Amigos da Terra, forte ONG internacional, tem entre seus fundadores Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria "renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica". Destaca-se na Europa por sua campanha contra o etanol brasileiro.

Há muitas outras de porte menor que são cooptadas pelas as maiores, mas as ONGs aqui listadas e apresentadas permitem a percepção sobre os interesses em jogo. Todos lutam pela preservação da "reserva legal", isentando-se de qualquer ação do mesmo tipo em seus países de origem. Se não fossem hipócritas, deveriam usar os mesmos critérios. Fica uma sugestão do Professor Rosenfield : o Brasil poderia comprometer-se com o "desmatamento zero" e essas ONGs, com todos os seus recursos e apoiadores, deveriam comprometer-se com a criação da "reserva legal" nos EUA e na Europa, com a recriação de "florestas nativas". Utilizariam todo o conhecimento e tecnologia de suas grandes universidades. Poderiam começar com 20%, o mínimo existente no Brasil. Mostrariam sua verdadeira vocação ambiental e planetária.

23/01/2011

Confissões de um dos fundadores do Greenpeace


À esquerda, uma foto sem data de Patrick Moore, um dos membros fundadores do Greenpeace. Direita, Patrick Moore, hoje, é um lobista para a energia nuclear.
por: Fotografia fotos Folha, National Post
 Você pode taxar de abandono do Greenpeace, mas isso não é uma descrição completamente precisa de como ou por que deixei a organização de 15 anos depois eu ajudei a criá-lo. Eu gostaria de pensar que o Greenpeace me deixou, e não o contrário, mas isso também não é inteiramente correto.

A verdade é que o Greenpeace e eu tinha evoluções divergentes. Eu me tornei um ambientalista sensato; Greenpeace se tornou cada vez mais absurda, uma vez que aprovou uma agenda que é anti-ciência, anti-desenvolvimento, e absolutamente anti-humano. Esta é a história de nossas transformações.

A última metade do século 20 foi marcada por uma revolta para a guerra e uma nova consciência sobre o meio ambiente. Beatniks, hippies, eco-loucos e os verdes, por sua vez formou uma nova filosofia que abraçou a paz e a ecologia como os princípios globais de um mundo civilizado. Estimulado por mais de 30 anos de medo sempre presente que o holocausto nuclear global acabaria com a humanidade e muito do mundo dos vivos, levamos uma nova guerra - uma guerra para salvar a terra. Eu tive a sorte de ser um general em guerra.
O objetivo principal do meu novo livro é o de estabelecer uma nova abordagem para o ambientalismo e definir sustentabilidade como a chave para atingir as metas ambientais. Isso requer abraçando os seres humanos como um elemento positivo na evolução ao invés de ver-nos como uma espécie de engano. Eu acredito que devemos celebrar a nossa existência e constantemente as nossas mentes para tornar o mundo um lugar melhor para as pessoas e todas as outras espécies que compartilhamos com ele.

Um monte de ambientalistas estão presos na década de 1970 e continuará a promover uma cepa do romantismo de esquerda sobre a vida idílica aldeia rural alimentado por moinhos de vento e painéis solares. Eles idealizam a pobreza, vendo-a como uma forma nobre de vida, e se opõem a todos os grandes empreendimentos. James Cameron, o produtor multimilionário do filme mais lucrativo da história, Avatar, pinta o rosto e se junta ao desafeto para protestar contra uma usina hidrelétrica na Amazônia.

Eu acredito que:

• Devemos estar plantando mais árvores e usar mais madeira, não cortar menos árvores e usando menos madeira como Greenpeace e seus aliados afirmam. A madeira é o material mais importante de recursos renováveis e da energia.
  • Os países que possuem reservas de energia potencial hidrelétrico deve construir as barragens obrigadas a entregar a energia. Não há nada errado com a criação de lagos mais neste mundo.
• A energia nuclear é essencial para o nosso futuro abastecimento de energia, especialmente se quisermos reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Ele provou ser limpa e segura, confiável e rentável.

• Bombas de calor geotérmicas, que poucas pessoas conhecem, são muito mais importantes e rentáveis do que quer painéis solares ou moinhos de vento como fonte de energia renovável. Eles devem ser exigidos em todos os edifícios novos a menos que haja uma boa razão para usar outras tecnologias para aquecimento, resfriamento e distribuição de água quente.

• A maneira mais eficaz para reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis é incentivar o desenvolvimento de tecnologias que requerem menos ou nenhum combustível fóssil para funcionar. Os carros elétricos, bombas de calor, a energia nuclear e hidrelétrica, e os bicombustíveis são a resposta ,não, complexos sistemas de regulação, que sufocam a atividade econômica.

• A ciência genética, incluindo a engenharia genética, irá melhorar a nutrição e a desnutrição fim, melhorar a produtividade das culturas, reduzir o impacto ambiental da agricultura, e fazer as pessoas e o meio ambiente mais saudável.

• Muitas campanhas de ativistas projetado para nos fazer temer produtos químicos úteis são baseados em desconhecimento e medo injustificado.

• Aqüicultura, incluindo salmão e camarão, será uma das nossas mais importantes fontes futuras de alimentos saudáveis. Ele também irá tirar a pressão depauperamento das unidades populacionais de peixes selvagens e vai empregar milhares de pessoas de forma produtiva.

• Não há motivo para alarme sobre a mudança climática. O clima está sempre mudando. Algumas das "soluções" propostas seria muito pior do que qualquer conseqüência imaginável do aquecimento global, que provavelmente será sua maioria positivas. A refrigeração é o que devemos temer.

• A pobreza é o pior problema ambiental. Riqueza e urbanização irá estabilizar a população humana. Agricultura deve ser mecanizada em todo o mundo em desenvolvimento. As doenças e a desnutrição pode ser largamente eliminada pela aplicação da tecnologia moderna. Os cuidados de saúde, saneamento básico, alfabetização e de eletrificação deve ser fornecida a todos.

• Baleias ou golfinhos não devem ser mortos ou capturados em qualquer lugar, sempre. Esta é uma das minhas poucas crenças religiosas. Eles são a única espécie na Terra, cujos cérebros são maiores do que nós e é impossível matar ou capturar os humanamente.
O autor:
Dr. Patrick Moore é o co-fundador e ex-líder do Greenpeace e presidente e cientista-chefe da Greenspirit Strategies Ltd., em Vancouver. Seu novo livro, Confissões de uma saída Greenpeace: A Construção de um Ambientalista Sensível, está disponível em www.beattystreetpublishing.com.

O renegado

O polêmico Moore durante uma entrevista, fala de seus antigos colegas de ONG,onde afirma que seus ex-colegas: Dos colegas diretores, nenhum deles tinha formação científica. Lidavam com questões como químicas, biologia e genética, sem terem nenhuma formação formal nesses temas. Encaminhavam a organização para o que ele define como "ambientalismo pop", o qual utiliza sensacionalismo, desinformação e tácticas de medo, para lidar com as pessoas a um nível emocional, em vez de intelectual. Do Blog http://ecotretas.blogspot.com/2011/01/greenpeace-e-que-era.html

EcoTretas é um espaço dedicado a evidenciar os disparates que se dizem e fazem à volta da Ecologia. Especialmente dedicado aos ecologistas da treta, essa espécie que se preocupa mais com uma pata partida de um qualquer animal, do que com um fogo florestal! Aqueles que são anti-americanos, mas que gostam do Al Gore.
Um rebelde contra o Greenpeace (Conheça um pouco mais da História)
Em 1982, o Greenpeace havia crescido em um movimento de pleno direito internacional com escritórios e funcionários em todo o mundo. Nós estávamos trazendo em $ 100 milhões por ano em doações e meia dúzia de campanhas estavam ocorrendo simultaneamente. Durante o início da década de 1980 aconteceram duas coisas que alterou a minha perspectiva sobre a direção em que o ambientalismo, em geral, e do Greenpeace, em particular, estavam indo. A primeira foi a minha introdução ao conceito de desenvolvimento sustentável em um encontro mundial de ambientalistas. A segunda foi a adoção de políticas do Greenpeace pelo meu companheiro que eu considerados extremistas e irracionais. Estes dois acontecimentos que preparou o terreno para minha transformação de um ativista radical em um ambientalista sensato.

Em 1982, as Nações Unidas realizaram uma conferência em Nairobi para celebrar o 10 º aniversário da primeira Conferência das Nações Unidas do Ambiente, em Estocolmo, que eu tinha também participaram. Eu era um dos 85 líderes ambientais de todo o mundo que foram convidados a elaborar uma declaração de nossas metas coletivas para a proteção ambiental. Rapidamente se tornou claro que havia duas perspectivas quase oposto da sala - a perspectiva anti-desenvolvimento de ambientalistas de países ricos industrializados e as perspectivas de desenvolvimento pró-ambientalistas dos países pobres em desenvolvimento.

Como um ativista dos países em desenvolvimento colocá-lo, tomando uma posição contra o desenvolvimento do seu país lamentavelmente pobre iria ficar riram fora da sala. Foi difícil argumentar com a sua posição. Uma pessoa bem alimentada tem muitos problemas, uma pessoa com fome, mas tem uma. O mesmo é verdadeiro para o desenvolvimento, ou a falta dela. Pudemos ver a trágica realidade da pobreza na periferia de nossa cidade anfitriã do Quênia. Aqueles de nós nos países industrializados reconhecido que tínhamos que ser a favor de algum tipo de desenvolvimento, de preferência do tipo que não estragar o ambiente no processo. Assim, o conceito de desenvolvimento sustentável nasceu.

Isso foi quando eu percebi que havia plenamente um passo além do ativismo ambiental puro. O verdadeiro desafio foi descobrir como tirar os valores ambientais que tinha ajudado a criar e tecê-las no tecido social e econômico da nossa cultura. Isto tinha de ser feito de várias maneiras, que não prejudicam a economia e eram socialmente aceitáveis. Foi claramente uma questão de equilíbrio cuidadoso, não adesão dogmática a um único princípio.

Eu soube imediatamente que colocando o desenvolvimento sustentável em prática seria muito mais difícil do que a campanhas de protesto que tínhamos montado na década passada. Isso exigiria um consenso e da cooperação ao invés do confronto e da demonização. Greenpeace não teve problemas com o confronto - o inferno, que tinha feito isso uma forma de arte -, mas tivemos dificuldade em cooperar e fazer concessões. Fomos grandes em dizer às pessoas o que eles deveriam parar de fazer, mas quase inútil para ajudar as pessoas descobrir o que eles deveriam estar fazendo em seu lugar.

Ele também parecia o momento certo para eu fazer uma mudança. Eu senti a nossa tarefa primordial, a sensibilização do público em massa da importância do meio ambiente, foram em larga medida. Até o início dos anos 1980 a maioria do público, pelo menos nas democracias ocidentais, concordou com que o meio ambiente deve ser levado em conta em todas as nossas atividades. Quando a maioria das pessoas concorda com você provavelmente é hora de parar de bater-lhes sobre a cabeça e sentar com eles para buscar soluções para nossos problemas ambientais.

Ao mesmo tempo, optei por tornar-se menos militante e mais diplomático, os meus colegas do Greenpeace se tornou mais extremos e intolerantes com opiniões divergentes dentro.

Nos primeiros dias discutimos abertamente questões complexas e freqüentemente. Era um grupo maravilhoso de se envolver com a ampla discussão de políticas ambientais. A energia intelectual na organização era contagiante. Nós freqüentemente discordavam sobre questões específicas, mas nossa visão final foi amplamente partilhadas. É importante ressaltar, que se esforçou para ser cientificamente precisa. Durante anos, este tinha sido o tema de muitos dos nossos debates internos. Eu era o ativista do Greenpeace apenas com um Ph. D em ecologia, e porque eu não permitiria que exagero além da razão eu rapidamente ganhou o apelido de "Dr. Verdade". Nem sempre foi entendida como um elogio. Apesar dos meus esforços, o movimento abandonou a ciência ea lógica em algum lugar, em meados da década de 1980, tal como a sociedade estava adotando os itens mais razoável na nossa agenda ambiental.

Alguns ativistas simplesmente não conseguia fazer a transição do confronto com o consenso, era como se eles precisassem de um inimigo comum. Quando a maioria das pessoas decidir se concorda com todas as suas idéias razoável a única maneira que você pode permanecer confronto e antiestablishment é adotar posições cada vez mais extremo, acabou abandonando a ciência e lógica, em favor de políticas de tolerância zero.

O colapso do comunismo mundial e da queda do Muro de Berlim na década de 1980 acrescentou à tendência para o extremismo. A Guerra Fria acabou eo movimento pela paz foi em grande parte desmantelada. O movimento de paz tinha sido baseado principalmente ocidental e anti-americano em sua inclinações. Muitos de seus membros se mudou para o movimento ambiental, trazendo com eles suas neo-marxista, as agendas de extrema-esquerda. Para uma extensão considerável o movimento ambiental foi invadida por ativistas políticos e sociais que aprenderam a usar a língua verde para agendas capa que teve mais a ver com o anti-capitalismo e anti-globalização do que com ciência ou ecologia. Lembro-me de visitar o nosso escritório em Toronto em 1985 e ser surpreendido com a forma como muitos dos novos recrutas foram desportivas uniforme militar e boina vermelha, em apoio dos sandinistas.

Eu não os culpo por aproveitar a oportunidade. Havia uma grande quantidade de energia em nosso movimento e viram como ela poderia ser transformada para servir as suas agendas de mudança revolucionária e da luta de classes. Mas diferente com eles porque eles eram extremistas que confundiram as questões e ao público sobre a natureza do nosso ambiente e nosso lugar nele. Até hoje eles usam o termo indústria como se fosse um palavrão. O mesmo vale para multinacionais, química, genética, a globalização corporativa, e uma série de outros termos perfeitamente úteis. Sua campanha de propaganda é destinada a promover uma ideologia que eu acredito que seria extremamente prejudicial tanto para a civilização e o ambiente.

Leia mais em  www.newsweek.com/id/131753

07/07/2010

ONGs

Por/ Denis Lerrer Rosenfield - O Estado de S.Paulo

Para que se possa melhor compreender o debate sobre o Código Florestal e o parecer do deputado Aldo Rebelo é necessário analisar o trabalho de ONGs nacionais e internacionais que atuam fortemente no Congresso e entre os formadores de opinião. Apesar de sua aura de politicamente corretos, representam interesses concretos, mormente de países do Primeiro Mundo que competem com o Brasil e gostariam de ter maior ingerência em nossos assuntos. Agricultura, pecuária, agronegócio e energia ficariam com eles, enquanto nós deveríamos cuidar de nossas florestas. Se a posição deles prevalecer o País se tornará um grande museu ambiental, um zoológico de luxo, enquanto eles se dedicarão às atividades produtivas. Economia de mercado protegida para eles, atraso para nós.

Observe-se, ademais, que essas ONGs, de "direita" e de "esquerda", atuam como verdadeiros lobbies, fazendo valer seus interesses. Seria interessante que fosse aprovada uma lei de regulamentação da atuação de lobbies, em que algumas condições básicas seriam estabelecidas: 1) Quem são seus dirigentes? 2) Quem são seus apoiadores e financiadores? 3) Quais são os seus respectivos orçamentos? 4) Quanto ganham seus executivos e operadores? Trata-se de uma questão básica de transparência, para além do palavreado de defesa da "humanidade".

Aliás, a "humanidade" deles é bastante curiosa, pois o que vale para nós não vale para eles. Em nosso Código Florestal atual existe a "reserva legal", pela qual toda terra cultivável deve preservar, de florestas e biomas nativos, no Sul, 20% da área; no Cerrado, 35%; e na Amazônica, 80%. Ora, esse instituto não existe nos EUA e na Europa. Eles não são obrigados a preservar nada, poluem o planeta com seu estilo de vida e exigem que nosso país seja preservacionista.

Os países de Primeiro Mundo devastaram praticamente todas as suas florestas nativas.

Vejamos alguns desses movimentos e ONGs.

O WWF Brasil, ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores, contando com grande equipe. Sua atuação no Brasil, além de militar contra a revisão do Código Florestal, situa-se nas áreas de infraestrutura e agricultura. É contra a construção do Terminal Portuário de Morrinhos (MT), do Terminal Portuário da Bamin, do Porto Sul (BA) e a soja produzida no País.

O Greenpeace, ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização dos recursos coletados para seus dirigentes, é contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, os transgênicos, a pecuária na Amazônia, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos.

O Instituto Socioambiental (ISA), ONG ambientalista e indigenista, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a construção de hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte. Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos "povos da floresta". Dentre eles, além de empresas e fundações, temos governos estrangeiros.

O Centro de Apoio Sócio-Ambiental (Casa), por sua vez, segue a orientação da Teologia da Libertação, no sentido de promover, inclusive, movimentos de criação no País de "nações indígenas". Além de suas ações contrárias à revisão do Código Florestal, o Casa posiciona-se contra a construção de hidrelétricas, em particular a de Belo Monte. Procura igualmente condicionar os financiamentos do BNDES às suas próprias condições, evidentemente apresentadas como de "preservação da natureza". Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas, ONGs e fundações.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), braço do MST, além de contrário à revisão do Código Florestal, é contra a transposição do Rio São Francisco e a construção das hidrelétricas em geral. Centra suas ações nos projetos de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, de Belo Monte, Riacho Seco e Pedra Branca, na Bahia, e de Itapiranga, na fronteira do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outras. Já a Via Campesina-MST atua também contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar e a produção de etanol, as florestas de eucaliptos e a cultura da soja. Ademais, tem forte atuação junto aos movimentos indigenistas e quilombolas.

A Conservation International tem vasta atuação internacional, está presente no Peru, no Equador, na Selva Lacandona (México), centro operacional dos "zapatistas". No Brasil, posiciona-se contra a revisão do Código Florestal e a agricultura em Minas Gerais e na Bahia, por meio da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. É contra a construção do Terminal Portuário da Bamin, do Porto Sul (BA) e do traçado final da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais, de fundações e governos estrangeiros.

A Amigos da Terra, forte ONG internacional, tem entre seus fundadores Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria "renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica". Destaca-se na Europa por sua campanha contra o etanol brasileiro.

A lista apresentada não é, evidentemente, exaustiva, mas permite um olhar um pouco mais abrangente sobre os interesses em jogo. Todos lutam pela preservação da "reserva legal", isentando-se de qualquer ação do mesmo tipo em seus países de origem. Se não fossem hipócritas, deveriam usar os mesmos critérios. Fica uma sugestão: o Brasil poderia comprometer-se com o "desmatamento zero" e essas ONGs, com todos os seus recursos e apoiadores, deveriam comprometer-se com a criação da "reserva legal" nos EUA e na Europa, com a recriação de "florestas nativas". Utilizariam todo o conhecimento e tecnologia de suas grandes universidades. Poderiam começar com 20%, o mínimo existente no Brasil. Mostrariam sua verdadeira vocação ambiental e planetária.

PROFESSOR DE FILOSOFIA NA  UFRGS.
E-MAIL: DENISROSENFIELD@TERRA.COM.BR

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"Há hoje em curso um movimento orquestrado pelo egoísmo onde grandes empresas nacionais e estrangeiras, somam grandes áreas, expulsando aos poucos, os pequenos produtores familiares, através da aparente legalização da compra de terras. E não é só no mundo do agronegócio mas também no imobiliário litorâneo."